O que podemos melhorar?
A
Escola está presa a uma visão tradicional do ato educativo onde as
crianças são receptoras de conteúdos previamente estabelecidos sem nenhuma
validade para o enfrentamento dos desafios do mundo moderno. É uma escola
fechada em seus próprios muros. Alheia as transformações do século XXI, precisa
adaptar-se às novas demandas sociais. Tendo como suporte, o construtivismo
piagetiano apresentarei algumas propostas que poderiam ser implantadas em algumas das nossas escolas de modo a tornarem-se espaços de construção e troca de saberes.
Primeiramente,
mudança da gestão escolar(até mudanças drásticas...). Ou seja,
implantação de uma gestão democrática. Caberá ao gestor da escola apresentar a
comunidade escolar uma proposta de trabalho que considere o aluno como centro
do processo educativo. É preciso organizar um plano de trabalho coletivo, o
Projeto Político-Pedagógico da escola onde serão estabelecidas e definidas as
diretrizes, os novos rumos a serem trilhados pela escola( visão de mundo,
mudanças curriculares, metodológicas) para torná-la uma referência na educação
do bairro.
Uma
outra necessidade, será a revitalização
do corpo docente. Significa dizer que, a escola precisa investir na
formação continuada do corpo docente através de seminários, palestras,
oficinas, cursos. O professor precisa estar em constante aprendizado,
principalmente no que diz respeito a integração das novas tecnologias da
informação e comunicação a educação. As mídias e tecnologias presentes na
escola, a partir daí, não serão consideradas um “tapa- buracos” nem serão
vistas com desprezo ou descaso. A formação continuada possibilitará aos
professores o estudo, a discussão e a reflexão sobre as teorias educacionais
para que desenvolvam um novo olhar acerca das exigências da sociedade
aprendente. A aprendizagem é individual e ocorre ao longo da vida, sendo o
papel do profissional da educação cada vez mais complexo.
E
para finalizar, o professor precisa adotar uma nova postura metodológica de
ensino. O professor deverá incentivar o aluno a pesquisar, a investigar
propondo atividades baseadas em situações que façam parte do seu cotidiano, do
contexto no qual estão inseridos. Ainda, poderá desenvolver o trabalho com projetos integrado as novas
tecnologias disponíveis na escola as atividades educativas. Dessa forma, o
aluno sai da condição de receptor de
informações sem sentido e sem importância para sua vida e, transforma-se em
sujeito daquilo que aprende. Isto, favorece a construção do senso crítico, de
valores e princípios fundamentais para vida em sociedade; de saberes realmente
significativos, extrapolando os conteúdos didáticos.
Nesse
processo de mudança, caberá ao professor mediar as discussões, estimular e
incentivar as contribuições, a interatividade entre os alunos; orientar os
debates, sugerir leituras, fazer questionamentos provocativos para que as
informações apresentadas sejam confrontadas, revistas e repensadas no decorrer
dos estudos possibilitando o aprimoramento, a aquisição e construção coletiva
do conhecimento.
É
importante salientar que a adoção destas
transformações no processo de ensino e aprendizagem demandam diálogo, tempo,
trabalho e esforço coletivo( na nossa realidade parece utopia) de todos os profissionais da educação e da comunidade. Entretanto, a aprendizagem ocorrerá de forma
prazerosa já que valorizará os interesses, as necessidades, os anseios e o ritmo
de aprendizagem de seus alunos. Assim, quem sabe a escola se torne um espaço de aprendizagens e deixe de ser um "depósito de alunos" como dizem por aí.

