18 de dezembro de 2009

Ser pessoa na atualidade


Segundo Aristóteles, o homem é por natureza um ser social. Isso significa dizer que necessitamos do nosso semelhante para sobreviver e que somente nos realizamos plenamente como pessoa humana quando nos relacionamos uns com os outros.
Cada um de nós é uma pessoa inigualável, insubstituível, única, com anseios, vontades, valores, necessidades, capacidades e potencialidades diferentes que podem ser desenvolvidas ao longo de nossa existência. Mesmo sendo tão diferentes, somos iguais. Em muitas coisas somos iguais, como por exemplo, na necessidade de carinho, atenção, de um ombro amigo onde desabafar os problemas vividos ou partilhar as alegrias; necessitamos de alguém em quem confiamos nossos mais íntimos desejos. Portanto, é imprescindível a nós a presença do nosso semelhante, a convivência com o outro com suas diferenças ímpares: qualidades, defeitos, vícios e virtudes.
Assim, o que nos faz pessoa é muito mais que os bens matérias adquiridos ao longo dos anos trabalhados, mas nos tornamos pessoas à medida que nos relacionamos com o outro, reconhecendo nele as mesmas necessidades, sonhos, fraquezas e capacidades existentes em nós mesmos.
Quando nos despimos de nós mesmos, dos nossos preconceitos, intolerância, incompreensão e admitimos nossas próprias fraquezas, medos, damos oportunidade ao outro de se revelar também como ele é, sem que isso gere frustrações ou decepções. Cada pessoa é singular e deve ser aceita como é.
Desfrutar da companhia do nosso próximo é um exercício diário de tolerância, paciência, perdão, aceitação das diferenças e amor, muito complexo, porém somente através dessa convivência nos tornamos pessoas (e pessoas melhores)capazes de desfrutar de uma vida digna e feliz.